terça-feira, 4 de março de 2008

entrevista

Daniel Goleman, Ph.D., é o presidente do Emotional Intelligence Services (empresa de consultoria), em Sudbury, Massachusetts. Ao longo de 12 anos, escreveu sobre psicologia e ciências do cérebro para The New York Times. Editor da revista Psychology Today por nove anos, lecionou em Harvard (onde recebeu seu doutorado). Além de Inteligência Emocional, publicado pelo Brasil pela Editora Objetiva, entre seus livros anteriores estão Vital Lies, Simple Truths (Mentiras Vitais, Verdades Simples), The Meditative Mind (A Mente Meditativa) e, como co-autor, The Creative Spirit (O Espírito Criativo).
O conceito está transformando a área de consultoria comportamental no meio empresarial, mas as opiniões divergem. Alguns afirmam que a tese sobre a Inteligência Emocional revoluciona o comportamento pessoal, social e profissional. Outros acreditam que não passa de mais um modismo, assim como foi a Reengenharia. Há, ainda, aqueles que garantem que o psicólogo, PhD pela Universidade de Harvard, Daniel Goleman não publicou nenhuma novidade e simplesmente resumiu nas 375 páginas de seu best-seller experiências aplicadas há algumas décadas.
O fato é que o livro "Inteligência Emocional", lançado no Brasil pela Editora Objetiva, provocou amplas discussões e está reunindo muitos discípulos. O conceito de que QI não garante sucesso, não é hereditário e que o autocontrole sobre as emoções faz a diferença entre crescer ou estagnar na vida vem de encontro às incertezas pelas quais passa o profissional deste fim de milênio. A velocidade das transformações está provocando uma verdadeira convulsão de dúvidas e atitudes nem sempre bem sucedidas. Nesta entrevista, Goleman explica o que, afinal, é inteligência emocional, sua importância na vida das pessoas e das empresas e como desenvolvê-la de forma a maximizar todo o potencial latente ao ser humano.
SER HUMANO - O lançamento do livro "Inteligência Emocional" provoca polêmica e grandes discussões em todo o mundo. No caso específico de Recursos Humanos, a sua tese tem inspirado a tantos consultores a elaborar programas de qualidade emocional dentro das empresas. Como o senhor vê esse tipo de abordagem e que benefícios ela pode trazer ao ambiente de trabalho?
DANIEL GOLEMAN - Fiquei orgulhoso em ver a repercussão do meu livro no Brasil no qual procurei enfocar a comunidade por meio dos níveis de inteligência emocional em uma empresa. Há meios para se desenvolver o QE dos funcionários: fotos e publicações motivam a performance gradativa nos termos de promover qualificações, treinar pessoal, improvisar nas áreas em que atuam e possam fortalecer suas atitudes. Talvez o mais importante seja direcionar tais ações para os altos líderes das empresas desenvolverem seu QE. Dessa forma, as pessoas notarão que essas qualidades são valiosas para a cultura das organizações. Promover altos níveis de qualidade por meio da inteligência emocional é mais do que necessário em dias de instabilidade e para formação de hierarquias horizontais e equipes de trabalho.
SER HUMANO – Existe uma maneira de explicar, em poucas linhas, o que é inteligência emocional e qual a sua diferença com a inteligência dita racional?
GOLEMAN – A inteligência emocional caracteriza a maneira como as pessoas lidam com suas emoções e com as das pessoas ao seu redor. Isto implica autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento e características sociais como persuasão, cooperação, negociações e liderança. Esta é uma maneira alternativa de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos de qualidades humanas do coração.
SER HUMANO – Os altos investimentos dirigidos às pesquisas genéticas para a formação de um super-homem, baseada nos melhores genes paternos, estão sendo desperdiçados, já que o senhor afirma que a inteligência não é hereditária?
GOLEMAN – Inteligência emocional não é genética: estas habilidades são aprendidas mais do que inseridas. De certa forma, podemos dizer que possuímos duas mentes, consequentemente, dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional. Nossa performance na vida é determinada não apenas pelo QI, mas principalmente pela inteligência emocional. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional – ambos são parceiros integrais na vida mental. Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta – e também a capacidade intelectual. Isso derruba o mito de que devemos sobrepor a razão à emoção, mas ao contrário, devemos buscar um equilíbrio entre ambas.
SER HUMANO – Que aspectos envolvem a busca desse equilíbrio?
GOLEMAN – Conseguir esse objetivo implica, primeiro, entender com exatidão o que significa usar inteligentemente a emoção. A formação acadêmica não oferece praticamente nenhum preparo para as tempestades ou oportunidades que a vida impõe. Apesar de um alto QI não ser garantia de prosperidade, prestígio ou felicidade, nossas escolas e cultura concentram-se na capacidade acadêmica, ignorando o desenvolvimento da inteligência emocional. As emoções são um campo com o qual podemos lidar, da mesma forma como matemática ou física, com maior ou menor talento, e exige seu conjunto exclusivo de aptidões. Essas aptidões são decisivas para a compreensão do porquê um indivíduo prospera na vida, enquanto outro, de igual capacidade intelectual, não passa da estaca zero.
SER HUMANO – De que maneira uma pessoa pode desenvolver a sua inteligência emocional para melhorar o seu desempenho em todas as áreas de sua vida?
GOLEMAN – A inteligência emocional pode ser alcançada por meio de treino e esforço, mas isso requer persistência. As pessoas têm de identificar exatamente o que querem alcançar – sendo um melhor ouvinte ou controlando seu temperamento nervoso. Então deve se tornar diligente a ponto de identificar mais situações nas quais costuma cair em velhos hábitos e associá-las a uma reação produtiva. Ao realizar esse tipo de exercício analítico firmamente por algumas semanas ou meses, a pessoa poderá substituir os hábitos que deseja eliminar por outros que acabam se tornando automáticos.
SER HUMANO – E, especificamente, de que forma a inteligência emocional atua no desempenho profissional?
GOLEMAN – Para performances profissionais, a competência da inteligência emocional deve ser utilizada desde o início da carreira. Muitos indícios atestam que as pessoas emocionalmente competentes – que conhecem e lidam bem com os próprios sentimentos e com o de outras pessoas – levam vantagem em qualquer campo da vida, assimilando as regras tácitas que governam o sucesso na política organizacional. As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de sentirem-se satisfeitas e serem eficientes, dominando os hábitos mentais que formentam sua produtividade. As que não conseguem exercer controle sobre a vida emocional travam batalhas internas que sabotam sua capacidade de se concentrar no trabalho e pensar com clareza.
SER HUMANO – Um gestor de Recursos Humanos, que lida diretamente com pessoas, pode utilizar-se da sua própria inteligência emocional para desenvolver outros indivíduos?
GOLEMAN – Ao contrário dos testes conhecidos de QI, não há ainda nenhum questionário eficiente que produza uma contagem de inteligência emocional e talvez jamais venha a haver. Por isso, os profissionais de Recursos Humanos devem usar sua própria inteligência emocional para realizar bem seus trabalhos.
SER HUMANO – A valorização da inteligência emocional, enquanto diferencial competitivo, pode ser um contraponto à febre da Reengenharia que assolou a maioria das empresas no mundo?
GOLEMAN – Em termos de Reengenharia, que devastou moralmente algumas empresas como a AT&T americana, desenvolver a inteligência emocional a partir dos destroços é mais importante do que reconstruir a confiança, lealdade e harmonia dentro do ambiente de trabalho.
SER HUMANO – De que maneira a inteligência emocional pode auxiliar na formação de equipes sinérgicas?
GOLEMAN – O que faz uma equipe ser sincronizada é a harmonia entre os próprios membros. Tarefas como escutar, cooperar, negociar e trabalhar positivamente são cruciais para alcançar sinergia. A inteligência emocional enfatiza a contribuição dos melhores talentos de cada membro da equipe para alcançar os resultados esperados.
SER HUMANO – Quais as diferenças comportamentais básicas entre um indivíduo que tem alto QI e outro de elevado QE?
GOLEMAN – Pessoas com QI alto, mas modesto ou baixo QE, tendem a ser altamente efetivas em domínios racionais, mas em suas próprias vidas e na vida social são insensíveis, arrogantes e inaptos em seus relacionamentos. Pessoas com alto QE, mas QI regular, tendem a ser leais e confiáveis, com integridade e empatia, persistentes, conscientes e queridas pelas pessoas. O melhor seria ter QE e QI altos. Jack Block, psicólogo na Universidade da Califórnia, fez uma comparação de dois tipos teóricos puros: pessoas de alto QI e pessoas de altas aptidões emocionais. As diferenças são bastante reveladoras e os perfis diferem ligeiramente para homens e mulheres.
SER HUMANO – Qual o perfil de um homem com alto QI e um com alto QE?
GOLEMAN – O homem de alto QI é ambicioso e produtivo, previsível, inibido e pouco à vontade com a sua sexualidade, ou seja, emocionalmente frio. Em contraste, os homens de alta inteligência emocional são socialmente equilibrados, comunicativos e animados, não alimentam receios ou preocupações. Têm uma notável capacidade de assumir responsabilidades e ter uma visão ética; são solidários e atenciosos em seus relacionamentos.
SER HUMANO – Quais as características de mulheres com QI elevado e inteligência emocional altamente desenvolvida?
GOLEMAN – As mulheres de alto QI são fluentes na expressão de suas idéias, valorizam o intelecto e o senso estético, mas tendem a ser introspectivas, inclinadas à ansiedade e à culpa, e raramente têm explosões de raiva. São comedidas nesse aspecto. As mulheres emocionalmente inteligentes, ao contrário, sentem-se positivas em relação a si mesmas. Como os homens, são comunicativas e gregárias; adaptam-se bem à tensão. Sentem-se suficientemente à vontade consigo mesmas para serem espontâneas e raramente sentem ansiedade ou culpa. É óbvio que esses perfis são extremos, pois todos os indivíduos possuem QI e inteligência emocional em graus variados.
SER HUMANO – Como essas diferenças influem nas ações de um líder, por exemplo?
GOLEMAN – A chave para a liderança está nos domínios da QE, não do QI. Liderança requer habilidades para persuadir e inspirar, enfatizar e articular sentimentos.
SER HUMANO – Sem querer buscar fórmulas prontas, uma empresa que procura um profissional com perfil competitivo e voltado para o sucesso, como exige o mercado atual, deve observar quais características ao fazer a seleção?
GOLEMAN – Em seleções de profissionais que serão altamente exigidos em seus cargos e funções, as pessoas responsáveis devem, antes de tudo, ter a certeza de que os selecionadores possuem esperado nível de QE para lidar com a complexidade da função. A partir daí, é possível reconhecer aspectos bem desenvolvidos da inteligência emocional.
SER HUMANO – Quais são esses aspectos?
GOLEMAN – Esses aspectos integram a definição básica de inteligência emocional, expandindo aptidões em cinco domínios principais. O primeiro é conhecer as próprias aptidões, isto é, ter autoconsciência para reconhecer um sentimento quando ele ocorre. A capacidade de controlar os sentimentos a cada momento é crucial para o discernimento emocional e a autocompreensão. Consequentemente, o segundo aspecto é saber lidar com esses sentimentos e desenvolver a capacidade de confortar-se, livrar-se da ansiedade, da tristeza ou da irritabilidade. A partir de então, é necessário saber motivar-se, colocar as emoções a serviço de uma meta. Outro ponto imprescindível é reconhecer as emoções dos outros. As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os sutís sinais sociais, com os indicativos de que os outros precisam ou o que querem. A arte de relacionar-se passa, em grande parte, pela aptidão em lidar com as emoções dos outros. É essa aptidão que reforça a popularidade, a liderança e a eficiência interpessoal.
SER HUMANO – Inteligência emocional e intelectual podem ser desenvolvidas simultaneamente?
GOLEMAN – O QI e a inteligência emocional não são capacidades opostas, mas distintas. Todos os seres humanos compatibilizam perspicácia intelectual e emocional. Pessoas de alto QI e baixa inteligência emocional, e vice-versa, são relativamente raras. Na verdade, há uma ligeira correlação entre intelecto e aspectos da inteligência emocional. Embora essa correlação seja bastante pequena para deixar claro que se tratam de duas capacidades bastante independentes.
SER HUMANO – Os próximos dez anos parecem reservar transformações mais velozes e profundas do que as ocorridas nos últimos trinta anos, tanto nas áreas sociais, econômicas e administrativas, quanto nas culturais, comportamentais e científicas. O senhor acredita que o reconhecimento da inteligência emocional faz parte dessas revoluções ou ele será responsável por tais mudanças?
GOLEMAN – O conceito de inteligência emocional descreve as competências das pessoas que precisam lidar e se adaptar às extraordinárias mudanças que ocorrerão nas próximas décadas.
Componentes básicos, segundo Daniel Goleman e baseados em estudos de especialistas norte-americanos:
Autoconsciência : observar-se e reconhecer os próprios sentimentos; formar um vocabulário para os sentimentos; saber a relação entre pensamentos, sentimentos e reações.
Tomada de decisão pessoal : examinar suas ações e conhecer as consequências delas; saber se uma decisão está sendo governada por pensamento ou sentimento.
Lidar com sentimentos : monitorar a "conversa consigo mesmo" para surpreender mensagens negativas como repreensões internas; compreender o que está por trás de um sentimento; encontrar meios de lidar com medos e ansiedades, ira e tristeza.
Lidar com tensão : aprender o valor de exercícios e métodos de relaxamento.
Empatia : compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adotar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação a fatos e comportamentos.
Comunicações : falar efetivamente de sentimentos; tornar-se um bom ouvinte e perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas próprias reações ou julgamento a respeito; enviar mensagens do "Eu" em vez de culpar.
Auto-revelação : valorizar a franqueza e construir confiança num relacionamento; saber quando é seguro arriscar-se a falar de seus sentimentos.
Intuição : identificar padrões em sua vida e reações emocionais; reconhecer padrões semelhantes nos outros.
Auto-aceitação : sentir orgulho e ver-se numa luz positiva; reconhecer suas forças e fraquezas; ser capaz de rir de si mesmo.
Responsabilidade pessoal : assumir responsabilidade; reconhecer as consequências de suas decisões e ações; aceitar seus sentimentos e estados de espírito; ir até o fim nos compromissos.
Assertividade : declarar suas preocupações e sentimentos sem ira nem passividade.
Dinâmica de grupo : cooperação; saber quando e como conduzir e ser conduzido.
Solução de conflitos : saber lutar limpo com outras pessoas; adotar o modelo vencer/vencer para negociar acordos.

टेस्ट दे inteligencia

Teste de Inteligência Emocional
Baseado num teste de D। Martin e K। Boeck, adaptado para a população portuguesa por Augusto Fernandes (I।S।G।B। e Universidade Moderna)
Ao submeter as suas respostas para cotação deverá incluír obrigatoriamente « os seguintes dados:
Nome;Idade;Sexo;Profissão; Habilitações académicas;Endereço de email।
Breve resumo da nossa política de privacidade - Todos os dados pessoais sensíveis (nome, endereço postal, telefone e endereço de e-mail) fornecidos no âmbito de envio de respostas a qualquer destes testes e/ou concursos não serão, EM CASO ALGUM, fornecidos a terceiros nem utilizados para o envio de qualquer mensagem publicitária não desejada. Os únicos dados a serem utilizados e fornecidos para efeitos de análise serão: Idade, sexo, profissão, habilitações académicas. Nenhum destes dados será arquivado no servidor WEB que aloja este site. A idade mínima de participação é de 16 anos (mais detalhes).
Este teste destina-se a avaliar de forma global a sua Inteligência Emocional e ajudá-lo-á a compreender melhor as dimensões em que a mesma se organiza. Os itens seguintes representam amostras do comportamento humano.
Escolha a alínea que se aproxima mais da sua forma de agir, pensar ou sentir e assinale-a.
Parte superior do formulário
Nome:
(obrigatório) «
Idade:
(obrigatório, maior que 16) «
Sexo:
(obrigatório, M ou F) «
Profissão:
(obrigatório) «
Hab. Académicas
Ensino BásicoEnsino Secundário12 anoFreq. UniversitáriaBacharelatoLicenciaturaMestrado ou Pós-GraduaçãoDoutoramento(obrigatório, escolher da lista) «
Email
(obrigatório) «
Teste de Q.I.
(facultativo, se alguma vez fez um teste de Q.I., que resultado obteve ?)
1) Está sentado num avião sacudido por fortes turbulências. Como se comporta?
Lê tranquilamente um livro sem dar grande importância às turbulências.Calcula a gravidade da situação, observando a azáfama à sua volta e certifica-se se tem um colete de salva-vidas no seu lugar.Apresenta um comportamento semelhante ao descrito nos dois itens anteriores.Desatento. Nunca se apercebe deste tipo de situações.
2) Foi a um parque com a sua filha e com outras crianças da pré-primária. Logo de seguida, uma das crianças começa a chorar porque os outros não querem brincar com ela. Como reage a esta situação?
Mantém-se à margem deste problema. As crianças que resolvam os seus conflitos.Procura uma maneira de convencer as outras crianças para que brinquem com a que está a chorar.Diz à criança, com amabilidade, para não chorar.Procura distrair com um brinquedo a criança que chora.
3) Desistiu a meio de um exame, onde tinha previsto obter uma boa classificação. Como reage?
Estabelece um plano de trabalho para ter uma boa nota no exame seguinte.Propõe, a si próprio, esforçar-se mais no futuro.Afirma que a nota nesta disciplina não é muito importante e concentra-se em outras cadeiras, nas quais tenha obtido melhores classificações.Fala com o professor(a) e pede-lhe para fazer um exame oral.
4) Trabalha em vendas pelo telefone. Os 15 clientes com quem contactou recusaram a sua chamada. Pouco a pouco vai desanimando. Como se comporta?
Deixa o trabalho por hoje e espera ter mais sorte amanhã.Fica a pensar - Qual seria a causa de não ter tido êxito?Na chamada seguinte tenta empregar uma nova táctica e, diz a si próprio, que não deve render-se com facilidade.Interroga-se se este será o trabalho adequado para si.
5) Procura tranquilizar uma amiga que está muito alterada, depois do condutor de outro carro ter invadido perigosamente a faixa onde circulava, sem respeitar as distâncias. Como se comporta?
Diz-lhe: "Anima-te, afinal não aconteceu nada de grave."Coloca a cassete preferida da sua amiga no leitor do carro, para distraí-la.Alia-se às suas expressões de indignação, para mostrar a sua solidariedade.Conta-lhe que há pouco tempo, numa situação semelhante, reagiu de forma igual mas rapidamente se apercebeu que o outro carro era uma ambulância.
6) Uma discussão entre você e o seu companheiro(a) foi subindo de tom. Ambos estão muito alterados e atacam-se um ao outro com recriminações que não vêm a propósito. O que deve fazer?
Propor uma pausa de 20 minutos e depois reiniciar a discussão.Deixar de discutir e, de seguida, não dizer absolutamente mais nada.Dizer que lamenta o que está a acontecer e solicita ao seu companheiro para que este peça desculpa também.Recuperar o controlo e reflectir durante alguns momentos, de modo a poder expor o seu ponto de vista, com a clareza possível naquelas circunstâncias.
7) O seu filho de 3 anos é muito tímido e desde sempre reage de forma temerosa às pessoas e aos lugares desconhecidos. Como deverá comportar-se você nestas circunstâncias?
Aceita com naturalidade que o seu filho seja tímido e pensa como poderá protegê-lo de situações que o afectem.Consulta um psicólogo infantil.Enfrenta com o seu filho o maior número de situações desconhecidas, para o ajudar a superar esses medos.Facilita ao seu filho experiências que o ajudem a ir saindo do seu retraímento.
8) Em criança aprendeu a tocar piano, mas durante muitos anos não voltou a fazê-lo. Agora quer voltar a praticar este tipo de instrumento. Qual a forma mais rápida para obter bons resultados?
Praticar, cada dia, a uma hora determinada.Escolher peças que exijam um desafio, mas que seja possível aprender.Praticar somente quando, na verdade, tiver desejo de fazê-lo.Escolher peças muito difíceis, que só poderá aprender com um esforço correspondente.
Ao premir o botão "Enviar" as suas respostas serão enviadas e uma nova página será carregada com as respostas esperadas e uma análise de cada um dos items. Por favor, não envie as suas respostas mais que uma vez (*).
Se o envio falhar, por favor envie as suas respostas por e-mail para:
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segunda-feira, 3 de março de 2008

Postura
Aula de ioga para criança pode ajudar nos estudos e deixa os pequenos mais zen
Publicada em 14/02/2008 às 17h28m
Hilda Badenes - O Globo Online
RIO - Já brincou de pique postura? Essa foi uma das formas que o professor Antônio Tigre, do Espaço Nirvana, no Rio, encontrou para introduzir os princípios da ioga às crianças. Sentadas em roda, elas repetem o mantra "Om" e ficam até de cabeça para baixo. Além de deixar a criançada mais zen, os instrutores garantem que a prática melhora o desempenho escolar e desenvolve a consciência corporal dos pequenos, prevenindo problemas de postura e respiratórios. ( Assista ao vídeo e veja as crianças em ação )
Para atrair a atenção da garotada, os exercícios clássicos de postura, respiração, concentração e foco ganham uma versão lúdica. Na maioria das vezes, são relacionados a animais, jogos e brincadeiras.
- A gente cria jogos de expressão corporal para poder entrar em contato com a postura de uma forma divertida, para que as crianças possam desfrutar dos seus benefícios brincando - explica Antônio Tigre.
Segundo os professores, a lista de benefícios é enorme, e quanto mais cedo a criança começar, melhor. O que muita gente não sabe é que a ioga pode ser uma grande aliada dentro da sala de aula, à medida que desenvolve o foco e a concentração.
- O trabalho vai muito além da questão da postura. Dentro do ambiente escolar, muitos alunos levam os exercícios de concentração para usar antes das provas. O medo envolve as crianças muito rapidamente. Na hora da prova em outras matérias, algumas crianças falam que usam as respirações na hora de nervosismo antes e durante a prova, ficando mais calmas e fazendo a prova com mais facilidade - conta Maurício Salem, que dá curso de formação de instrutores de ioga para crianças.
Por este motivo, a ioga se tornou parte da grade curricular das turmas de educação infantil de alguns colégios do Rio, como o Andrews, no Humaitá, o A. Liessin, em Botafogo, e a Escola Pedra da Gávea, na Barra da Tijuca.
Antes de tudo, a ioga é um "momento para aquietar a mente", dizem os professores. A prática desenvolve equilíbrio e inteligência emocional, ajudando a controlar a ansiedade e reduzir os níveis de estresse.
- Hoje em dia, as crianças têm uma rotina muito atribulada, têm que lidar com uma vida muito corrida, com aula de inglês, natação, escola, dever de casa, e acaba que elas não têm um momento para si, para aquietar a mente e cuidar da sua saúde - avalia Antônio Tigre.
Algumas técnicas de respiração e posturas corretas podem ajudar crianças hiperativas a ficarem mais calmas. Ao mesmo tempo, os mais introvertidos aprendem a se soltar com os exercícios que estimulam a criatividade.
- A ioga ajuda crianças hiperativas a desenvolverem controle e percepção de sua condição acelerada. É um trabalho que coloca a criança num ponto de concentração e introspecção. E colabora para aumentar a auto-estima - avalia Maurício Salem, que também é professor de ioga no Colégio Andrews.
Prática ajuda a prevenir problemas de coluna na idade adulta
Além disso, a prática de ioga ajuda a manter a flexibilidade inata do corpo e a desenvolver outras habilidades corporais. De acordo com os professores, a melhor maneira de prevenir problemas de coluna na idade adulta é adquirir bons hábitos de postura ainda na infância.
- Com a prática do ensinamento colocamos em ordem o nosso corpo. E com o tempo, se praticarmos direitinho, talvez não precisássemos mandar o corpo ao conserto, só de vez em quando - explica Salem.
Segundo ele, a ioga desperta a consciência não competitiva e cria bases de uma filosofia para uma vida saudável.
- As crianças ampliam as percepções do corpo e da mente. Recebem ferramentas que auxiliam a superar e compreender os medos e os estados de ansiedade, de crescer com saúde física e mental - diz Salem.

domingo, 2 de março de 2008

Inteligencia Emocional

OLÁ!!
Sabemos que a relação professor/aluno quando é alicerçada no respeito, carinho,na afetividade, enfim, no amor a aprendizagem tem sucesso e as duas partes ganham.Se o professor reconhece os sentimentos, as emoções das crianças (medo, insegurança , incertezas, vergonha e também as alegrias, conquistas) , tem condições de ter uma afinidade e uma chance maior de aumentar a intimidade,vai conhecer melhor esse aluno e este vai se sobressair muito mais em todos os aspectos de sua vida, tanto pedagógica quanto particular.
O ser humano quando valorizado fortalece sua auto-estima implicando no seu crescimento.
Ensinar os alunos a reconhecer suas emoções, saber categorizá-las e comunicá-las, fazendo-se entender, ajuda-os a serem os responsáveis por suas próprias necessidades emocionais.
Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências. A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras.
Daí a nossa inquietação em estar conhecendo esse relacionamento, por isso gostariamos que vocês compartilhassem suas experiências e do que vocês conhecem a respeito.